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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

(Repostando) Em livro, autor diz que ciência afirma que "pessoas não nascem gays





Richard Cohen
Em uma entrevista concedida ao jornal espanhol El Pais sobre seu livro "Compreender e sanar a homossexualidade", Richard Cohen, quem se define a si mesmo com um "ex-gay", afirmou que a Associação Norte-americana de Psicologia depois de muitas investigações chegou à conclusão de que as pessoas não nascem homossexuais.

O livro do Cohen foi colocado à venda em 2004. Agora em 2012 a editorial LibrosLibres fez uma nova edição que recebeu a aceitação do público incluindo os leitores homossexuais. Entretanto o movimento de lésbicas, gays, transexuais e bissexuais (conhecido pela sua sigla LGTB) pediu que o livro fosse retirado das livrarias o qual foi considerado como um ataque à liberdade de expressão.

Na entrevista ao El Pais e explicando a verdadeira origem da homossexualidade, Cohen afirmou que "em 2008, a Associação Norte-americana de Psicologia disse que embora houvesse muitas investigações sobre as possíveis causa genéticas, biológicas ou hormonais da orientação sexual, não houve descobertas que permitam aos cientistas chegar à conclusão de que a orientação sexual esteja determinada por um ou vários fatores particulares. A ciência diz que as pessoas não nascem gays".

Ao ser perguntado se a homossexualidade é um fator biológico o autor do livro sustentou que aqueles que experimentam sentimentos homossexuais são homens e mulheres extremamente sensíveis e assinalou que eles "vivem uma relação com seus pais, com seus companheiros e com seu entorno, deferente à dos seus irmãos e às de outras pessoas ao seu redor. Essa sensibilidade pode assentar as bases para os sentimentos homossexuais".

O autor do livro, que nos últimos 21 anos trabalhou como psicoterapeuta, confessa que suas reflexões partem de uma experiência pessoal e manifestou que "eu mesmo vivi como gay, tive um companheiro gay durante três anos".

Entretanto durante muito tempo Cohen sofreu por viver nesse estado e reconheceu que não recebeu ajuda porque "muitos terapeutas me diziam que eu tinha nascido gay, que não havia nada a ser feito. Que eu devia aceitar e viver uma vida gay".

O autor explicou que atrás das pessoas homossexuais quase sempre há uma história de dor que preferem ocultar.

"Sob meu desejo pelos homens havia uma ferida. Não recordava que meu tio tinha abusado sexualmente de mim. É algo que reprimi durante 25 anos, até que fiz minha terapia. Então encontrei a um mentor masculino, heterossexual. Quando experimentei o luto por esse abuso minhas tendências homossexuais desapareceram".

Ao referir-se às causas da homossexualidade Cohen sustenta que o abuso sexual é uma das razões e explicou que "nunca é uma coisa só. É uma combinação de vários fatores. 50 por cento de meus clientes sofreu abuso sexual por parte de alguém do mesmo sexo".

Logo depois de assinalar que os homossexuais são uma porcentagem pequena da população e muitos deles seguem sentindo-se mal consigo próprios apesar de seu bom estado físico já que "não importa quantos músculos desenvolvam, mesmo assim eles se sentem inferiores interiormente".

Richard Cohen explicou logo que é um mito afirmar que se nasce gay porque cientificamente isso não é válido. "Mas tampouco se pode dizer que ser gay seja uma opção. A pessoa não acorda um dia e decide ser gay. Há uma série de fatores combinados que fazem que alguém se comporte como gay. Tratando centenas de homossexuais venho descobrindo que há uma série de contextos comuns em todos eles", acrescentou.

Finalmente Cohen disse que "nas biografias dos famosos fica claro também: tiveram experiências similares. Rosie O’Donnell, Greg Luganis, Elton John, Ricky Martin, Ellen DeGeneres... todos têm histórias semelhantes.


(Por ACI Digital)

terça-feira, 5 de abril de 2011

SAIBA MAIS: * 10 razões pelas quais o “casamento” homossexual não é aceito pela fé cristã.

1. O “casamento” homossexual não é casamento
Chamar algo de casamento não faz disso um casamento. O casamento sempre foi uma aliança entre um homem e uma mulher, ordenada por sua natureza à procriação e educação dos filhos, assim como à unidade e bem-estar dos cônjuges.
Os promotores do “casamento” homossexual propõem algo completamente diferente. Eles propõem a união entre dois homens ou duas mulheres. Isso nega as evidentes diferenças biológicas, fisiológicas e psicológicas entre homens e mulheres, que encontram a sua complementaridade no casamento. Nega também a finalidade primária específica do casamento: a perpetuação da raça humana e a educação dos filhos.
Duas coisas completamente diferentes não podem ser consideradas a mesma coisa.
2. O “casamento” homossexual viola a Lei Natural
Casamento não é apenas qualquer relacionamento entre seres humanos. É uma relação enraizada na natureza humana e, portanto, regida pela lei natural.
O preceito mais elementar da lei natural é que “o bem deve ser feito e buscado e o mal deve ser evitado”. Pela razão natural, o homem pode perceber o que é moralmente bom ou mau. Assim, ele pode conhecer o objetivo ou finalidade de cada um de seus atos e como é moralmente errado transformar os meios que o ajudam a realizar um ato em finalidade do ato.
Qualquer situação que institucionalize a defraudação da finalidade do ato sexual viola a lei natural e a norma objetiva da moralidade.
Estando enraizada na natureza humana, a lei natural é universal e imutável. Ela se aplica da mesma forma a toda a raça humana. Ela manda e proíbe de forma consistente, em todos os lugares e sempre. São Paulo, na Epístola aos Romanos, ensina que a lei natural está inscrita no coração de todo homem (Rom 2,14-15).
3. O “casamento” homossexual sempre nega à criança ou um pai ou uma mãe
O melhor para a criança é crescer sob a influência de seu pai natural e sua mãe natural. Esta regra é confirmada pelas evidentes dificuldades enfrentadas por muitas crianças órfãs ou criadas por só um dos genitores, um parente, ou pais adotivos.
A lamentável situação dessas crianças será a norma para todos os “filhos” de “casais” homossexuais. Esses “filhos” serão sempre privados ou de sua mãe natural ou de seu pai natural. Serão criados, necessariamente, por uma parte que não tem nenhuma relação de sangue com eles. Vão ser sempre privados de um modelo paterno ou materno.
O chamado “casamento” homossexual ignora os interesses da criança.
4. O “casamento” homossexual valida e promove o estilo de vida homossexual

Em nome da “família”, o “casamento” homossexual serve para validar não só as referidas uniões, mas todo o estilo de vida homossexual em todas as suas variantes, bissexuais e transgêneros.
As leis civis são princípios que estruturam a vida do homem na sociedade. Como tais, elas desempenham um papel muito importante, e por vezes decisivo, que influenciam os padrões de pensamento e comportamento. Elas configuram externamente a vida da sociedade, mas também modificam profundamente a percepção de todos e a avaliação de formas de comportamento.
O reconhecimento legal do “casamento” homossexual necessariamente obscurece certos valores morais básicos, desvaloriza o casamento tradicional e enfraquece a moralidade pública.
5. O “casamento” homossexual transforma um erro moral num Direito Civil
Os ativistas homossexuais afirmam que o “casamento” homossexual é uma questão de direitos civis, semelhante à luta pela igualdade racial nos anos 1960 nos Estados Unidos, por exemplo.
Isso é falso.
Primeiro de tudo, comportamento sexual e raça são realidades essencialmente diferentes. Um homem e uma mulher querendo casar-se podem ser diferentes em suas características: um pode ser preto, o outro branco; um rico e o outro pobre; ou um alto e o outro baixo. Nenhuma dessas diferenças são obstáculos insuperáveis para o casamento. Os dois indivíduos são ainda um homem e uma mulher e, portanto, as exigências da natureza são respeitadas.
O “casamento” homossexual se opõe à natureza. Duas pessoas do mesmo sexo, independentemente da sua raça, riqueza, estatura, erudição ou fama, nunca serão capazes de se casar por causa de uma insuperável impossibilidade biológica.
Em segundo lugar, características raciais herdadas e imutáveis não podem ser comparadas com comportamentos não-genéticos e mutáveis. Simplesmente, não há analogia entre o casamento inter-racial de um homem e uma mulher e o “casamento” entre duas pessoas do mesmo sexo.
6. O “casamento” homossexual não cria uma família, mas uma união naturalmente estéril
O casamento tradicional é geralmente tão fecundo, que aqueles que querem frustrar o seu fim tem de fazer violência à natureza para impedir o nascimento de crianças, usando a contracepção. Ele tende, naturalmente, a criar famílias.
Pelo contrário, o “casamento” homossexual é intrinsecamente estéril. Se os “cônjuges” querem ter um “filho”, eles devem contornar a natureza por meios caros e artificiais ou empregar maternidade de substituição [“mães de aluguel”]. A tendência natural de tal união não é criar famílias.
Portanto, não podemos chamar de casamento a união de pessoas do mesmo sexo e dar-lhe os benefícios do casamento verdadeiro.
7. O “casamento” homossexual desvirtua a razão pela qual o Estado beneficia o casamento

Uma das principais razões pelas quais o Estado confere inúmeros benefícios ao casamento é que, por sua própria natureza e desígnio, o casamento proporciona as condições normais de uma atmosfera estável, afetuosa, e moral, que é benéfica para a educação dos filhos, frutos do mútuo afeto dos pais. Ele ajuda a perpetuar a nação e fortalecer a sociedade, o que é um evidente interesse do Estado.
O “casamento” homossexual não fornece essas condições. Seu desígnio principal, objetivamente falando, é a gratificação pessoal de duas pessoas, cuja união é estéril por natureza. Não tem direito, portanto, à proteção que o Estado concede ao casamento verdadeiro.
8. O “casamento” homossexual impõe a sua aceitação por toda a sociedade
Ao legalizar o “casamento” homossexual, o Estado se torna o seu promotor oficial e ativo. O Estado exige que os servidores públicos celebrem a nova cerimônia civil, ordena as escolas públicas a ensinarem sua aceitação pelas crianças, e pune qualquer funcionário que manifeste sua desaprovação.
Na esfera privada, pais contrariados vão ver seus filhos expostos mais do que nunca a esta nova “moralidade”; as empresas que oferecem serviços de casamento serão obrigadas a fornecê-los a uniões de pessoas do mesmo sexo; e proprietários de imóveis terão de concordar em aceitar “casais” homossexuais como inquilinos.
Em todas as situações em que o casamento afete a sociedade, o Estado vai esperar que os cristãos e todas as pessoas de boa vontade traiam suas consciências, coonestando, por silêncio ou ação, um ataque à ordem natural e à moral cristã.
9. O “casamento” homossexual é a vanguarda da revolução sexual

Na década de 1960, a sociedade foi pressionada para aceitar todos os tipos de relações sexuais imorais entre homens e mulheres. Hoje estamos presenciando uma nova revolução sexual, na qual a sociedade está sendo convidada a aceitar a sodomia e o “casamento” homossexual.
Se o “casamento” homossexual for universalmente aceito como a etapa presente da “liberdade” sexual, que argumentos lógicos podem ser usados para parar as próximas etapas, do incesto, pedofilia, bestialidade e outras formas de comportamento antinatural? Com efeito, os elementos radicais de certas subculturas de vanguarda já estão defendendo essas aberrações.
A insistência na imposição do “casamento” homossexual ao povo norte-americano torna cada vez mais claro que o ativista homossexual Paul Varnell escreveu no “Chicago Free Press”:
“O movimento gay, quer o admitamos ou não, não é um movimento de direitos civis, nem mesmo um movimento de libertação sexual, mas uma revolução moral destinada a mudar a visão das pessoas sobre a homossexualidade.”
10. O “casamento” homossexual ofende a Deus
Esta é a razão mais importante. Sempre que se viola a ordem moral natural estabelecida por Deus, comete-se um pecado e se ofende a Deus. O “casamento” homossexual faz exatamente isso. Assim, quem professa amar a Deus deve opor-se a ele.
O casamento não é criação de nenhum Estado. Pelo contrário, ele foi estabelecido por Deus no paraíso para os nossos primeiros pais, Adão e Eva. Como lemos no Livro do Gênesis: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gen 1, 27-28).
O mesmo foi ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo: “No princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher” (Mc 10, 6-7).
Uma posição de princípios, não pessoal
Ao escrever esta declaração, não temos qualquer intenção de difamar ou menosprezar ninguém. Não somos movidos pelo ódio pessoal contra nenhum indivíduo. Ao nos opormos intelectualmente a indivíduos ou organizações que promovem a agenda homossexual, nosso único objetivo é defender o casamento tradicional, a família, e os preciosos restos da civilização cristã.
Como católicos praticantes, estamos cheios de compaixão e rezamos por aqueles que lutam contra a tentação implacável e violenta do pecado do comportamento homossexual. Rezamos por aqueles que caem no pecado homossexual por causa da fraqueza humana: que Deus os ajude com Sua graça.
Estamos conscientes da enorme diferença entre essas pessoas que lutam com suas fraquezas e se esforçam por superá-las, e outros que transformam seus pecados em motivo de orgulho e tentam impor seu estilo de vida à sociedade como um todo, em flagrante oposição à moralidade cristã tradicional e à lei natural. No entanto, rezamos por eles também.
Rezamos também pelos juízes, legisladores e funcionários do governo que, de uma forma ou de outra, tomam medidas que favorecem a homossexualidade e o “casamento” homossexual. Não julgamos suas intenções, disposições interiores, ou motivações pessoais.
Rejeitamos e condenamos qualquer forma de violência. Simplesmente exercitamos a nossa liberdade de filhos de Deus (Rom 8:21) e nossos direitos constitucionais à liberdade de expressão e à manifestação pública, de forma aberta, sem desculpas ou vergonha da nossa fé católica. Nos opomos a argumentos com argumentos. Aos argumentos a favor da homossexualidade e do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, respondemos com argumentos baseados na reta razão, na lei natural e na Divina Revelação.
Em uma declaração polêmica como esta, é possível que uma ou outra formulação possa parecer excessiva ou irônica. Essa não é a nossa intenção.
Original inglês:

10 Reasons Why Homosexual “Marriage” is Harmful and Must be Opposed

Disponível em

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Homossexualidade não é uma fatalidade

- Afirma o psicólogo holandês, Gerard van Aardweg, que a homossexualidade pode ser tratada e ultrapassada, apoiando as suas afirmações em estudos clínicos. Afirmar que o homossexual não pode mudar é assumir uma atitude fatalista e desencorajadora, produto da falta de investigação séria sobre esta matéria.


Van der Aardweg, num artigo publicado na Studi Cattolici dá conta de experiências bem sucedidas e portanto animadoras, mas silenciadas.


Não é só o cidadão comum que olha para a homossexualidade com preconceitos; infelizmente muitos profissionais afinam pelo mesmo diapasão. Impera neste campo muita ignorância e a culpa é a falta de pessoas competentes que se debrucem a estudar, com seriedade e empenhamento, este assunto.



Essa ignorância tem sido aproveitada para a emancipação dos homossexuais assumidos que pretendem impor coisas como: “a homossexualidade não é mais do que um aspecto normal da sexualidade humana”, ou “o pior problema é a discriminação social que vitima o homossexual”, ou “o homossexual nasce assim”. Esta última afirmação leva à conclusão falsa de que o homossexual não pode nem mudar nem curar. Esta afirmação neutraliza muitas tentativas de mudança e leva a que se inculque cada vez mais nas mentalidades que «o que não tem remédio, remediado está», fazendo aumentar, em flecha os comportamentos anómalos.



As tentativas para descobrir a origem psíquica da homossexualidade já vêm do século passado e foi a psicanálise de Freud que aportou alguns progressos, que não se ficaram a dever às teorias de Freud, mas à convicção de que é nos anos da juventude que devem procurar-se as causas, bem como nas formas de relacionamento do indivíduo com os pais. Já nessa altura se considerava que no homossexual está, na maioria dos casos, implícita uma pessoa bloqueada, com uma sexualidade imatura e desfasada na idade. Se Freud deu uma primeira achega para a compreensão do problema, foram os seus discípulos que foram mais longe. Um deles, Adler, foi o primeiro a estabelecer uma relação entre a homossexualidade e os complexos de inferioridade, face ao próprio sexo e que se manifestam como complexos de falta de virilidade. Estudos posteriores vieram dar razão a Adler, ainda que com algumas divergências. Onde há unanimidade é em considerar a homossexualidade como uma falta de identificação com o próprio sexo, ou seja, como “um problema de identidade sexual”.



As conclusões de Adler levaram a terapias para estimular, no caso do homem a confiança viril em si mesmo, lutando contra a tendência de se alhear das actividades e interesses masculinos. Uma primeira terapia da homossexualidade deve ser procurar que um jovem se identifique, se é rapaz, com o pai, se é rapariga com a mãe, sem adoptar para com o outro: mãe ou pai, respectivamente, uma atitude infantil e pouco amadurecida. O homossexual masculino ou feminino é uma pessoa que não viveu na juventude integrada em grupos do mesmo sexo. Essa pessoas ao sentirem-se inferiorizadas ou excluídas em actividades normais, buscam o afecto de pessoas do mesmo sexo. Está dado o primeiro passo e assim há quem afirme: “dentro do homossexual vive uma pobre criança que se absorve em desejos insatisfeitos”.



As terapias são algo de complexo. O tratamento deve ir ao fundo porque a afectividade desordenada é apenas um aspecto. No homossexual há muita coisa que não chegou a amadurecer e ficou na fase do infantilismo: o egocentrismo, os receios infundados, os sentimentos de inferioridade, as manifestações egoístas na amizade e nas relações sociais, a procura de compensações infantis, a auto-compaixão, o procurar ser vítima e dar à sua vida uma cor de tragédia e sofrimento, etc. Só nos tornamos adultos, homem ou mulher, quando cresce em nós a confiança, quando nos sentimos capazes de assumir responsabilidades. Nesta situação quer o homem, quer a mulher, estão em condições de sentir de modo consciente a atracção pelo outro sexo. Estas tendências que podemos designar por heterossexuais também existem no homossexual, mas são bloqueadas pelos seus complexos. É aí, na luta contra estes complexos, que muitos homossexuais começam a ter desejos de se libertar e pouco a pouco as suas obsessões homossexuais diminuem ou desaparecem e nasce neles a alegria de viver ao mesmo tempo que sentem um bem-estar até aí não experimentado. Uns vão gradualmente e esporadicamente têm comportamentos homossexuais; outros tornam-se completamente heterossexuais, enamoram-se por uma pessoa do outro sexo e constituem uma família normal.



Os homossexuais não precisam, nem querem compaixão, mas compreensão; não querem ser “os coitadinhos” da sociedade. Muitas vezes devem ser confrontados com a fragilidade da sua vontade e uma atitude radical pode ser benéfica. Uma mulher lésbica curou-se radicalmente quando entendeu com clareza o que alguém lhe disse em tom firme: “Continuas a ser uma criança!”. Demorou anos a sua recuperação total, mas o seu processo de cura começou com aquelas palavras. Por razões como esta, a compaixão por eles deve ser banida, como banido deve ser o reconhecimento de que a sua situação é “normal”. Levar um homossexual a resignar-se com a sua situação é o pior que se lhe pode fazer se se quer a sua recuperação.



O caminho da verdadeira recuperação é difícil e por vezes não vai além da abstenção de relações sexuais e consequente melhoria na estabilidade comportamental, mas isso também acontece com outros tratamentos onde não se chega à cura completa, sobretudo nos casos de fobias, neuroses, obsessões, etc. A falta de sucesso total não deve levar à desistência por parte do médico. Há muitas outras situações em que a cura não é completa e nem por isso o médico abandona o paciente – estou a pensar em tantas e tantas doenças chamadas crónicas. Pactuar com a homossexualidade leva a uma progressiva insatisfação, a uma vida profundamente miserável e infeliz, mascarada de uma alegria ruidosa e aparente que bem observada é dramática. Quando vemos nos meios de comunicação social as suas festas, fica-nos uma sensação de angústia por ver aqueles homens ou mulheres prisioneiros da neurose sexual a caminho da sua destruição psíquica que desemboca, por vezes, no desespero.


Discriminar o homossexual ou a lésbica – não, nem por sombra; são seres humanos que não querem compaixão, mas que devem ser respeitados na sua dignidade de pessoas. Querer, porém, conferir-lhes os mesmos direitos, por exemplo em matéria de casamento, de direitos familiares ou de adopção não é aceitável. É muito mais útil fazer-lhes ver que a sua personalidade não está completamente desenvolvida, mas que podem, se quiserem, com vontade firme, chegar à normalidade.

Escrito por Maria Fernanda Barroca


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